MENSAGENS ESPIRITAS

Examinando Kardec

Livro: À Luz do Espiritismo
Viana de Carvalho & Divaldo P. Franco
Não que outros missionários não tivessem aportado antes dele: ases do conhecimento que dilataram os imensos horizontes do saber; místicos que se embrenharam nos dédalos do “eu”, aprendendo vitória sobre si mesmos; santos que rasgaram sendas luminosas no matagal das aflições; apóstolos que fizeram da renúncia e da humildade os baluartes da própria força; filósofos que ensejaram à razão o campo da investigação; cientistas corajosos e audazes que ofereceram a vida em prol de pesquisas inapreciáveis na preservação de milhões de vidas... E heróis, missionários do amor, sacerdotes da fraternidade, operários sublimes, todos eles, do Pai Construtor, encarregados de impulsionar o progresso da Terra conjugado à felicidade dos homens.
Ele, entretanto, guardadas as proporções fez-se nauta de uma experiência antes não tentada nos mares ignotos da verdade: auscultou o insondável além-da-morte, inquirindo e estudando, selecionando e fazendo triagem das informações recebidas dos imortais, de modo a edificar o colossal edifício do Espiritismo.
Nem um só momento se deixou empolgar pela vitória conseguida ao peso das lágrimas, nem jamais se quedou desanimado sob o fardo das incompreensões, quando crivado pelas farpas da inveja e da calúnia.
Não se permitiu o luxo dos triunfos fáceis, nem aceitou a coroa da consagração. A própria vida celeremente se lhe extinguiu no corpo somático, logo se permitiu conquistar o país do conhecimento, demandando a Imortalidade antes que os lauréis da gratidão ou de qualquer glória lhe pesassem sobre a cabeça veneranda.
Antes, outros espíritos de escol também velejaram pelas regiões desconhecidas do após-o-túmulo, tomando apontamentos, registando observações.
Muitos se embrenharam pelas veredas da vida-além-da-vida e se detiveram deslumbrados no pórtico da revelação.
Os que se atreveram a adentrar pelos recônditos da Imortalidade, procuraram explicações mirabolantes, formulando hipóteses rocambolescas ou, fortemente impressionados, se recolheram à meditação profunda, ao flagício, à oração.
Os que se facultaram apresentar o resultado do descobrimento, experimentaram a zombaria dos contemporâneos e, não raro, desencantados, refugiaram-se no silêncio ou arderam em piras crepitantes...
Ele, não!
Não se deteve a observar somente, nem se aquietou a experimentar emoções.
Após o meticuloso exame do mediunismo, patenteada a veracidade da vida incessante mesmo depois da disjunção celular, entregou-se ao conhecimento libertador.
Do fenômeno extraiu a doutrina.
Do informe puro e simples conseguiu o fato comprovado.
Enfrentando os Imortais não os temeu, não os exaltou. Inquiriu-os e analisou-os a todos quantos passaram suas informações pelo crivo da discussão, do debate franco, do exame rigoroso.
Compulsou os alfarrábios dos tempos e aprofundou-se na cultura da época. Armado de equilíbrio invulgar, esteve a todo instante à altura da investidura e, quando o reboliço da aventura cedeu lugar ao marasmo e à monotonia, ele apresentou o resultado dos seus estudos sérios, apoiados na razão e no bom-senso.
Kardec foi, sem dúvida, o magnífico missionário da Humanidade, precursor do Mundo Novo.
Em sua obra reacendem os aromas específicos da tríade perfeita do conhecimento: Ciência, Filosofia e Religião. São o esquema ímpar da sabedoria em todos os seus ângulos e faces.
* * *
Transcorrido o primeiro século da Codificação Kardequiana, mais se fazem atuais os seus ensinos e conclusões, ensejando elucidações valiosas para os enigmas que surgem no momento em que ruem os tabus e os preconceitos, em que necessidades aparecem para substituir as manifestações místicas da ignorância e da falsa pudicícia da fé que se esboroam.
Por essa razão é que se faz imperioso estudar o Espiritismo, trazendo os informes destes dias para examiná-los à luz meridiana da Doutrina, clareando as nebulosas informações de psiquistas e parapsicólogos, os problemas morais ao estudo sistemático da moral espírita e as conclusões da ciência ao ensinamento doutrinário. Não olvidar, no entanto, que os descobrimentos e as informações de caráter eminentemente revelador, no campo do mundo, aos homens do mundo competem, sendo a Doutrina mesma o guia moral e espiritual para todos nós, não pretendendo como não o fez o Codificador, resolver ou realizar as tarefas que ao homem incumbem como medidas imperiosas de crescimento e evolução.
Estudemos mais e analisemos melhor o Espiritismo, porquanto com as suas lições no coração e na mente encontraremos o pão e a luz, o instrumento e a rota para levar-nos à harmonia e à paz real.

Equipe Juvenil



Livro: Conviver e Melhorar - 46
Batuíra & Francisco do Espírito Santo Neto



"Não repreendas duramente um ancião, mas admoesta-o como a um pai; aos jovens, como a irmãos; ... com toda pureza". (I Timóteo, 5:1 e 2).
Na Terra, a mocidade simboliza a metade do percurso entre a infância e a madureza. Na adolescência, surge nos jovens um conjunto de transformações morfológicas e psicológicas que se traduzem num despertar de novas energias antes adormecidas.
A própria índole juvenil impele-os a realizações diversas. Dinâmicos e arrojados, programam e concretizam sua vida profissional, religiosa, afetiva, esportiva, com participação ativa na esfera social a que pertencem ou almejam a pertencer.
Na puberdade nascem forças que dão aos moços ânimo e vigor, que todos nós admiramos, além de vontade, determinação, decisão e coragem para perseverar até vencer. Mesmo quando fracassam, voltam a insistir até atingir o alvo idealizado.
Não podemos negar à juventude os encargos de responsabilidade na área mediúnica, na coordenação interna, no serviço de divulgação doutrinária, na assistência social, alegando que ela é demasiadamente arrojada. Ao contrário, é preciso aproveitar os jovens em cargos em que possam demonstrar seus valores.
Realmente, devemos aos mais velhos consideração e respeito pelo fruto da experiência acumulada no ambiente social; pela sabedoria adquirida no amadurecimento da vida familiar; pela lucidez alcançada no estudo da fé espírita-cristã; pela reunião dos princípios de compreensão, justiça e humanidade na vida diária. Contudo, não podemos esquecer que, onde o mais experiente hesita ao recordar o evento mal sucedido, o mais moço lança-se com grande animação à conquista de novos empreendimentos.
Valorizar as qualidades e virtudes da mocidade é ceder-lhe espaço na seara do Mestre.
O Núcleo Espírita depende muito dos jovens. As sementes das idéias novas, do progresso cientifico e de precursoras correntes de pensamento ligadas ao estudo do comportamento humano - indícios da Era Nova predita pelos Espíritos Superiores - encontrarão na alma dos adolescentes terreno fértil para produzir os frutos de uma sociedade mais humanitária e evoluída.
É preciso dar aos jovens espíritas um estudo fundamentado nas obras básicas, acrescentado de noções de estética, de forma, de conteúdo artístico, para despertar-lhes o gosto pela escultura, pintura, poesia, teatro, círculo de leituras, enfim, para evocar sentimentos e habilidades que promovam seu crescimento intelecto-moral.
Devemos escolher com critério o monitor para os novos aprendizes do Evangelho. Se não for pessoa dinâmica, firme, com senso da realidade e conhecimentos sólidos do Espiritismo, além de detentora de certa capacidade pedagógica, sua ação poderá disseminar desinteresse pelo estudo e diminuir o entusiasmo e a união da equipe juvenil.
Ninguém deve ter a pretensão de ditar normas aos jovens. Eles se sentem mais tranqüilos diante de um professor que nada lhes impõe; desenvolvem igualmente mais receptividade, simpatia e amizade por aquele que os conduz com espontaneidade na senda do conhecimento, nunca por indivíduos que queiram sobrepor aos outros suas idéias.
Nem sempre um ouvinte silencioso está aprendendo. O que de fato determina se a mensagem penetra na mente da criatura é seu grau de atenção, ou seja, a faculdade de raciocinar em ação. Pensar sobre algum ensinamento significa colocá-lo em trabalho mental, avaliando-o, comparando-o com algo mais, analisando-o e prevendo suas possíveis conseqüências e resultados.
Qualquer preleção que não promova isso é considerada simplesmente um monólogo. No mínimo, precisa haver troca de idéias.
Se nosso ouvinte não quer dar-se ao trabalho de pensar, estimule-o, fazendo perguntas, motivando seus sentimentos e emoções; despertando sua mente da inércia e colocando-a em atividade.
Não existem "frases mágicas" nem "palavras certas" para o bom desempenho em sala de aula. Do professor, basicamente, requer-se: observação do grau de convicção dos alunos a respeito da matéria do dia, domínio e certa vivência do assunto intelectual a ser tratado, lógica aliada ao bom humor, informações concretas e interpretações com exemplos claros.
O apóstolo da gentilidade, escrevendo aos fiéis em geral, solicitava que tratassem os "jovens como a irmãos" e "com toda pureza".
Ele sabia que a puberdade é a última etapa do crescimento em que os adultos exercem papel predominante e ativo na orientação dos adolescentes. Por isso, recomenda tratá-los com fraternidade e pureza, ajudando-os com muito amor e respeito, para que tenham uma vida melhor; ao mesmo tempo, proporcionando-lhes oportunidades para se realizarem em todas as áreas da atividade humana, inclusive na lavoura da Cristandade.
Os moços são velhos espíritos que renascem com capacidade própria de sentir e pensar, empreender e construir. Todos nós somos filhos emancipados da Criação, buscando a Vida Abundante.
O excesso de zelo e de receio em confiar atividades à juventude no Centro Espírita pode influenciá-la de modo negativo em sua auto-estima, desestimulando-a da obra do bem comum.

Alerta aos Espíritas

Revista Internacional de Espiritismo - março 2002
Reportagem de Otávio Caúmo Serrano



    Entre os Espíritas há sempre muita preocupação com as doutrinas que atacam o Espiritismo.
    Para desfazer equívocos ou defender-se das críticas, os espíritas participam de reuniões ecumênicas. Isso nos surprende, porque o Espiritismo tem propostas que conflitam com os demais credos. São leis que fazem a espinha dorsal da doutrina espírita. A reencarnação, uma delas, única justificativa para as desigualdades do mundo, se aceitarmos que Deus é todo justiça, amor e caridade, é menosprezada pelas outras seitas cristãs.
    A lógica do Espiritismo atrai mais e mais adeptos, a cada dia. Encontramos hoje nas casas espíritas doutores de todas as áreas e jovens que sempre contestaram as religiões, porque são dogmáticas e agridem a racionabilidade.
    Depois de um culto na igreja, ao ouvir uma palestra espírita, a pessoa de bom senso percebe logo a diferença. Enquanto os primeiros oferecem o céu com facilidade, o Espiritismo cobra do praticante um esforço titânico de melhoramento individual. Dá-lhe receitas para o sucesso da tarefa e mostra-lhe as conseqüências dessa luta íntima. É mais justo, porque representa a colheita do que é plantado e não um favorecimento com privilégios de merecimento duvidoso.
    Ao chegar no Centro Espírita, o novo praticante, pela lógica, conclui que o Espiritismo detém a perfeição. Procura adaptar-se e participar das atividades da casa para poder, na prática, chegar à almejada evolução.
    Nesse momento, esbarra no nosso comportamento de espíritas com anos de casa, fincados nos velhos hábitos, sem que o Espiritismo possa modificar-nos. Da teoria que conhecemos, pouco praticamos.
    Allan Kardec advertiu que, por sua natureza, o homem quer ligar seu nome às obras e que no Espiritismo nada seria diferente. E o que vemos nos nossos agrupamentos é exatamente isso. Pessoas vaidosas, desgastadas pela luta de cargos, pelas honras, pelos títulos, pelas palmas e todo tipo de evidência, sem perceber que afrontam a doutrina e são mau exemplo. Especialmente para os recém-chegados, que têm uma visão do espírita como homem de virtude, com destaque para a humildade. Diante desse comportamento, desiludem-se.
    O alerta que fazemos aos noviços, apesar de ainda sermos dos que navegam entre a teoria e a prática, é para que não se desencantem com a doutrina com base nos espíritas. O Espiritismo é divino e os espíritas, humanos. E estão entre os maiores devedores, corrigindo erros por meio de repetidas provas e expiações. Mas, apesar dos obstáculos que lhe criamos, o Espiritismo seguirá sua trajetória. Na Parte III do seu livro "Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita", A. Wantuil de Freitas declara: "Sejam quais forem as barreiras que os homens lhe oponham o Espiritismo cumprirá sua missão de transformação do mundo: com os homens, sem os homens ou apesar dos homens".
    Não aconselhamos a que alguém que não se sinta bem num agrupamento ali permaneça em nome da caridade, em auto-agressão. Se vamos ao Centro preocupados com um certo alguém com quem não simpatizamos, por falha dele ou nossa, devemos tomar alguma providência. Primeiro, verificar o que é possível fazer para harmonizar-nos. Quase sempre temos sucesso. Mas se for impossível, busquemos outro grupo para colaborar porque os espíritos do bem não trabalham em lugares onde há desarmonia.
    O objetivo deste comentário é dizer que se buscamos santos nos agrupamentos espíritas, seguramente ali não os encontraremos. Jamais confurdir o Espiritismo com o espírita, deixando que as atitudes de dirigentes, oradores, aconselhadores, professores, médiuns e pessoas em geral, interfiram nos propósitos de buscar o conhecimento doutrinário, porque à medida que avançamos no saber espírita, melhor compreenderemos a imperfeição dos companheiros de jornada e também a nossa. Somos todos espíritos inferiores em luta contra as imperfeições.
    Diante do fracasso do confrade, não abandone o Espiritismo, porque o prejuízo será seu. O outro continuará ouvindo as lições e conseguirá, mais dia menos dia, o almejado progresso. Se fizer o mesmo, cuidando de melhorar-se antes de tentar consertar o mundo, receberá o Espiritismo tudo o que ele pode nos dar.
    Rogue a Jesus que ampare cada um de nós, velhos ou novos de casa, para que colaboremos com esta notável revelação que é a Doutrina dos Espíritos. Tenha paciência e, com o tempo, verá que valeu a pena.

Muita Paz

Evolução do Espiritismo

Livro: Sol nas Almas
André Luiz & Waldo Vieira

    Muito embora os desentendimentos e suplementações marginais, compreensivelmente encontradiços aqui e ali, em nossas atividades, não se pode negar o seguro avanço do Espiritismo, em seu primeiro século de existência.
    Entre as múltiplas conquistas em que se lhe verifica o progresso, apontemos ligeiramente nas construções que lhe dizem respeito: A valorização do aspecto moral e das conseqüências religiosas.
    O estabelecimento necessário da separação entre mediunidade e doutrina.
    A acomodação do fenômeno em lugar adequado.
    A compreensão do médium por personalidade humana falível.
    O reconhecimento de que a desencarnação não altera a criatura de maneira fundamental.
    O impositivo de análise nas comunicações e revelações.
    A exigência de moralidade e objetivos edificantes nas investigações psíquicas.
    O esclarecimento mais amplo em torno de determinadas manifestações dos desencarnados.
    A sublimação gradativa das faculdades de efeitos físicos, transferidas de espetáculos menos úteis ao socorro da Humanidade sofredora.
    O afastamento gradual da evocação direta.
    O aperfeiçoamento das atividades alusivas à desobsessão.
    O repúdio à polêmica religiosa.
    A elevação do vocabulário doutrinário.
    O desbaste natural das influências de outros credos e a poda espontânea de rituais do magismo.
    A confirmação progressiva dos princípios espíritas por parte da ciência terrestre.
    A melhoria dos processos de divulgação na imprensa falada e escrita.
    A orientação clara quanto à educação da infância.
    A formação de núcleos da juventude espírita em movimentos próprios.
    A criação da literatura espírita.
    A intensificação das obras de assistência social.
    O culto do Evangelho em família, nos recintos domésticos.
    A simplificação de hábitos e definição de atitude da vida dos espíritas.
    À vista de semelhantes ocorrências, efetivamente incontestes, reunamos ideais e energias, emoção e discernimento na ampliação do trabalho espírita que nos compete na Seara Redentora de Jesus, com as chaves elucidativas de Allan Kardec, transformando convicção em serviço e convertendo as sensações do maravilhoso em noções de responsabilidade que nos preparem o cérebro e o coração para a Vida Maior.
Muita Paz

O Espírita

Livro: Seara de Luz
Irmão José & Carlos Baccelli


    O espírita consciente de seus deveres não desanima ante as dificuldades naturais do caminho estreito.
    Sabe que a luta é difícil, mas confia na vitória da perseverança.
    Compreendendo a tarefa que lhe cabe desempenhar na construção de um mundo novo, trabalha sem esmorecimento na seara do bem, vivenciando a fé nas menores atitudes.
    Coopera com todos, sem exigir cooperação.
    Incentiva os companheiros de ideal, certo de que cada um faz o que está ao alcance de suas possibilidades.
    Entende as suas e as limitações alheias, porquanto o Espiritismo lhe esclarece que todos somos Espíritos em evolução, ainda presos ao passado de erros exigindo resgate no presente.
    O Espírita, embora seja um homem como qualquer outro, com os mesmos anseios e aspirações, é chamado a influenciar na espiritualização das criaturas a partir do próprio exemplo.
    Valorizando o tempo que muitos desprezam, renuncia aos prazeres e facilidades terrestres, aproveitando cada minuto que lhe é concedido pela reencarnação no sentido de melhorar-se.
    Convicto sobre a transitoriedade dos bens materiais exercita o desprendimento, retendo consigo apenas aquilo de que tenha absoluta necessidade.
    Adepto da Fé Raciocinada, o espírita busca fugir a extremismos de opinião, cônscio de que o fanatismo religioso é um dos maiores entraves ao progresso da Humanidade.
    No recinto doméstico, é o servidor que se sacrifica pela felicidade dos corações amados.
    Na via pública, é o amigo da caridade, sempre vigilante de forma a não perder a oportunidade de ser útil.
    No ambiente de trabalho, é o companheiro que se faz admirado pela gentileza e pela competência.
    O espírita na instituição a que se vincula, é o irmão que não se preocupa com a disputa de cargos, mas, sim, em cumprir com alegria os encargos que lhe dizem respeito, na certeza de que "o maior no Reino dos Céus é o que se fizer na Terra o servidor de todos".
    Não critica a ninguém.
    Não agasalha a vaidade.
    Não se julga privilegiado.
    Não participa de discussões estéreis.
    Não se faz instrumento da maledicência.
    A respeito dele, escreveu Allan Kardec: "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que empreende para domar as suas más inclinações".
    Vejamos que não se trata de exibir atestado de santidade, mas de renovar-se a cada dia nos esforços de todo instante, levantando-se das possíveis quedas e seguindo adiante, com o fardo que sustenta aos próprios ombros.

Missão do Espiritismo


Livro: Roteiro
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
 
    A missão do Espiritismo, tanto quanto o ministério do Cristianismo, não será destruir as escolas de fé, até agora existentes.
    Cristo acolheu a revelação de Moisés.
    A Doutrina dos Espíritos apóia os princípios superiores de todos os sistemas religiosos.
    Jesus não critica a nenhum dos Profetas do Velho Testamento. O Consolador Prometido não vem para censurar os pioneiros dessa ou daquela forma de crer em Deus.
    O Espiritismo é, acima de tudo, o processo libertador das consciências, a fim de que a visão do homem alcance horizontes mais altos.
    Há milênios, a mente humana gravita em derredor de patrimônios efêmeros, quais sejam os da precária posse física, atormentada por pesadelos carnais de variada espécie. Guerras de todos os matizes consomem-lhe as forças. Flagelos de múltiplas expressões situam-lhe a existência em limitações aflitivas e dolorosas.
    Com a morte do corpo, não atinge a liberação. Além-túmulo, prossegue atenta às imagens que a ilusão lhe armou no caminho, escravizada a interesses inconfessáveis. Em plena vida livre, guarda, ordinariamente, a posição da criatura que venda os olhos e marcha, impermeável e cega, sob pesadas cargas a lhe dobrarem os ombros.
    A obstinação em disputar satisfações egoísticas, entre os companheiros da carne, constitui-lhe deplorável inibição e os preconceitos ruinosos, os terríveis enganos do sentimento, os pontos de vista pessoais, as opiniões preconcebidas, as paixões desvairadas, os laços enfermiços, as concepções cristalizadas, os propósitos menos dignos, a imaginação intoxicada e os hábitos perniciosos representam fardos enormes que constrangem a alma ao passo vacilante, de atenção voltada para as experiências inferiores.
    A nova fé vem alargar-lhe a senda para mais elevadas formas de evolução. Chave de luz para os ensinamentos do Cristo, explica o Evangelho não como um tratado de regras disciplinares, nascidas do capricho humano, mas como a salvadora mensagem de fraternidade e alegria, comunhão e entendimento, abrangendo as leis mais simples da vida.
    Aparece-nos, então, Jesus, em maior extensão de sua glória.
    Não mais como um varão de angústia, insinuando a necessidade de amarguras e lágrimas e sim na altura do herói da bondade e do amor, educando para a felicidade integral, entre o serviço e a compreensão, entre a boa-vontade e o júbilo de viver.
    Nesse aspecto, vemo-lo como o maior padrão de solidariedade e gentileza, apagando-se na manjedoura, irmanando-se com todos na praça pública e amparando os malfeitores, na cruz, à extrema hora, de passagem para a divina ressurreição.
    O Espiritismo será, pois, indiscutivelmente, a força do Cristianismo em ação para reerguer a alma humana e sublimar a vida.
    O Espaço Infinito, pátria universal das constelações e dos mundos,é, sem dúvida, o clima natural de nossas almas, entretanto, não podemos esquecer que somos filhos, devedores, operários ou companheiros da Terra, cujo aperfeiçoamento constitui o nosso trabalho mais imediato e mais digno.
    Esqueçamos, por agora, o paraíso distante para ajudar na construção do nosso próprio Céu. Interfiramos menos na regeneração dos outros e cogitemos mais de nosso próprio reajuste, perante a Lei do Bem Eterno, e, servindo incessantemente com a nossa fé à vida que nos rodeia, a vida, por sua vez, nos servirá, infatigável, convertendo a Terra em estação celestial de harmonia e luz para o acesso de nosso espírito à Vida Superior.

Muita Paz

O Homem Novo

Livro: O Homem Novo
J. Herculano Pires


    Para construir um mundo novo precisamos de um homem novo. O mundo está cheio de erros e injustiças porque é a soma dos erros e injustiças dos homens. Todos sabemos que temos de morrer, mas só nos preocupamos com o viver passageiro da Terra. Por isso, a humanidade desencarnada que nos rodeia é ainda mais sofredora e miserável que a encarnada a que pertencemos. "As filas de doentes que eu atendia na vida terrena - diz a mensagem de um espírito - continuam deste lado."
    Muita gente estranha que nas sessões espíritas se manifestem tantos espíritos sofredores. Seria de estranhar se apenas de manifestassem espíritos felizes. Basta olharmos ao nosso redor - e também para dentro de nós mesmos - para vermos de que barro é feita a criatura humana em nosso planeta.
    Fala-se muito de fraude e mistificação no Espiritismo, como se ambas não estivessem em toda parte, onde quer que exista uma criatura humana. Espíritos e médiuns que fraudam são nossos companheiros de plano evolutivo, nossas colegas de fraudes cotidianas.
    O Espiritismo está na Terra, em cumprimento à promessa evangélica de Consolador, para consolar os aflitos e oferecer a verdade aos que anseiam por ela. Sua missão é transformar o homem para que o mundo se transforme. Há muita gente querendo fazer o contrário: mudar o mundo para mudar o homem. O Espiritismo ensina que a transformação é conjunta e recíproca, mas tem que começar do homem. Enquanto o homem não melhora, o mundo não se transforma.
    Inútil, pois, apelar para modificações superficiais. Temos de insistir na mudança essencial de nós mesmos.
    O homem novo que nos dará um mundo novo é tão velho quanto os ensinos espirituais do mais remoto passado, renovados pelo Evangelho e revividos pelo Espiritismo. Sem amor não há justiça e sem verdade não escaparemos à fraude, à mistificação, à mentira, à traição. O trabalho espírita é a continuação natural e histórica do trabalho cristão que modificou o mundo antigo. Nossa luta é o bom combate do apóstolo Paulo: despertar as consciências e libertar o homem do egoísmo, da vaidade e da ganância.
    "Os anos não nos dão experiência nem sabedora - dizia o vagabundo de Knut Hamsun - mas nos deixam os cabelos horrorosamente grisalhos." É o que vemos no final desse poema bucólico da Noruega que é "Um Vagabundo Toca na Surdina". Knut Hamsun era individualista e sobretudo um lírico do individualismo. Mas o homem que se abre para o altruísmo sabe que as verdades do indivíduo são geralmente moedas falsas, de circulação restrita. A verdade maior - ou verdadeira - é a que nasce do contexto social, da usina das relações, onde o indivíduo se forma pelo contato com os outros.
    Os anos não trazem apenas os cabelos brancos - trazem também a experiência, mestra da vida, e com ela a sabedoria. É no dia a dia da existência que o homem vai modelando aos poucos a sua própria argila, o barro plástico de que Deus formou o seu corpo na Terra. Cada idade, afirmou Léon Denis, tem o seu próprio encanto, a sua própria beleza. É belo ser jovem e temerário, mas talvez seja mais belo ser velho e prudente, iluminado por uma visão da vida que não se fecha no círculo estreito das paixões ilusórias. O homem amadurece com o passar dos anos.
    A vida tem as suas estações, já diziam os romanos. À semelhança do ano, ela se divide nas quatro estações da existência que são: a primavera da infância e da adolescência, o verão da mocidade e outono da madureza e o inverno da velhice. Mas também à semelhança dos anos, as vidas se encadeiam no processo da existência, de maneira que as estações se renovam em cada encarnação.
    Viver, para o individualismo, é atravessar os anos de uma existência. Mas viver, para o altruísta, é atravessar as existências palingenésicas, as vidas sucessivas, em direção à sabedoria. O branquear dos cabelos não é mais do que o início das nevadas do inverno. Mas após cada inverno voltará de novo a primavera.
    A importância dos anos é, portanto, a mesma das léguas numa caminhada em direção ao futuro. Cada novo ano que surge é para nós, os caminheiros da evolução, uma nova oportunidade de progresso que se abre no horizonte. Entremos no ano novo com a decisão de aproveitá-lo em todos os seus recursos. Não desprezemos a riqueza dos seus minutos, das suas horas, dos seus dias, dos seus meses.
    Cada um desses fragmentos do ano constitui uma parte da herança de Deus que nos caberá no futuro.


Muita Paz

Educação à Luz do Espiritismo


Livro: A Educação à Luz do Espiritismo
Lydienio Barreto Menezes


    "Há um elemento, que se não costuma fazer pesar na balança e sem o qual a ciência econômica não passa de simples teoria. Esse elemento é a educação, não a educação intelectual, mas a educação moral. Não nos referimos, porém, à educação moral pelos livros e sim à que consiste na arte de formar os caracteres, à que incute hábitos, porquanto a educação é o conjunto de hábitos adquiridos.
    Quando essa arte for conhecida, compreendida e praticada, o homem terá no mundo hábitos de ordem e de previdência para consigo mesmo e para com os seus, de respeito a tudo o que é respeitável, hábitos que lhe permitirão atravessar menos penosamente os maus dias inevitáveis. A desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar. Esse o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, o penhor da segurança de todos" (O Livro dos Espíritos - Questão 685 - Nota de Kardec)
    "... é rebuscando a causa primeira dos instintos e das inclinações inatas que se descobrirão os meios mais eficazes de combater os maus e desenvolver os bons. Quando esta causa for conhecida, a educação possuirá a mais poderosa alavanca moralizadora que jamais teve." (Revista Espírita - Junho de 1866 - Comentário de Kardec)
    Ao final da Idade Média, período de obscurantismo em que o pensamento humano foi refreado, a humanidade entrou na Renascença, na qual as artes e a ciência tomaram grande impulso, levando o homem a vislumbrar horizontes novos. Para acompanhar essa eclosão do intelectualismo, surgiu a necessidade de novas escolas e universidades. A partir daí, apareceram as primeiras escolas pedagógicas, tendo como precursores Jean Jacques Rousseau, Pestalozzi e outros. A Educação tornou-se uma ciência cada vez mais progressista, surgindo novos métodos e novas escolas pedagógicas, contando com o contributo de eminentes pedagogos, tais como Piaget, Rogers e Maria Montessori.
    Se por um lado, esses trabalhos e a introdução de novas técnicas didático-pedagógicas auxiliaram o desenvolvimento intelectual do homem, atingindo graus nunca imaginados, principalmente nas áreas da ciência e da tecnologia, não conseguiram resolver os problemas sociais que envolvem o homem e seu semelhante, ocasionando um sério desnível entre o intelectualismo e a moral..
    Por isso, Allan Kardec, já no século passado, conceitua a educação, não como uma ciência e sim como uma arte, único elemento capaz de inverter esse desequilíbrio. "Não a educação intelectual, mas a educação moral", diz ele, complementando: "Não a educação moral pelos livros e sim aquela capaz de formar os caracteres", isto é, os hábitos de ordem e de previdência.
    Para tanto, vem o Espiritismo, a partir dos livros da Codificação, fornecendo vasto material neste campo, quer escritos por autores encarnados, tais como J. Herculano Pires, Rubens Romanelli e Pedro de Camargo (Vinícius), ou através de autores desencarnados, Emmanuel, André Luiz, Joanna de Ângelis, Vianna de Carvalho e tantos outros, como subsídios para que o homem, como ser imortal, retome o equilíbrio intelecto-moral, tão importante para o seu progresso e conseqüentemente para o crescimento espiritual da Humanidade.
    Joanna de Ângelis, no livro Estudos Espíritas (Psicografia de Divaldo Pereira Franco - Edição FEB) afirma: "A educação encontra no Espiritismo respostas precisas para melhor compreensão do educando e maior eficiência do educador no labor produtivo de ensinar a viver, oferecendo os instrumentos do conhecimento e da serenidade, da cultura e da experiência aos reiniciantes do sublime caminho redentor, através dos quais os tornam homens voltados para Deus, o bem e o próximo."
    Vinícius na lição "As gerações futuras", de seu livro O Mestre na Educação - Edição FEB, conta-nos o seguinte fato sobre a educação:
    Licurgo, célebre orador ateniense, fora, certa ocasião, convidado a falar sobre a Educação. Aceitou o convite, sob a condição de lhe concederem três meses de prazo. Findo esse tempo, apresentou-se perante numerosa e seleta assembléia, que aguardava, ávida de curiosidade, a palavra do consagrado tribuno.
    Licurgo apareceu, então, trazendo consigo dois cães e duas lebres. Soltou o primeiro mastim e uma das lebres. A cena foi chocante e bárbara. O cão avança furioso sobre a lebre e a despedaça. Soltou, em seguida, o segundo cachorro e a outra lebre. Aquele pôs-se a brincar com esta amistosamente. Ambos os animais corriam de um lado para o outro, encontrando-se aqui e acolá para se afagarem mutuamente.
    Ergue-se, então, Licurgo na tribuna e conclui, dirigindo-se ao seleto auditório:
    "Eis aí o que é a educação. O primeiro cão é da mesma raça e idade que o segundo. Foi tratado e alimentado em idênticas condições. A diferença entre eles é que um foi educado e o outro não."
    Eis porque, o grande educador e escritor espírita, no livro acima mencionado afirma:
    EDUCAR: EIS O RUMO A SEGUIR, O PROGRAMA DO MOMENTO."
      Entre saber e brilhar A diferença é sabida: Cultura faz-se num mês, Educação pede a vida.
      Múcio Teixeira & Francisco Cândido Xavier

Página aos Espíritas

Página aos Espíritas
Livro: Canais da Vida
Emmanuelç  & Francisco Cândido Xavier
    Examinando os imperativos do progresso, lembremo-nos de que não poucos amigos estranham os ideais e atividades dos espíritas e dos espíritos, no trato com os assuntos que nos envolvem os interesses, além do plano físico.
    Crendices - dizem alguns.
    Futuro não interessa - clamam outros.
    Entretanto, o mundo que antigamente considerava bruxaria o fato de se diagnosticar uma enfermidade através da clarividência, na atualidade realiza a proeza, em caráter de rotina, pela radiografia.
    E, quantos asseveram não encontrar qualquer vantagem nos estudos que vamos efetuando em torno do porvir, não desistem de educar os filhos para as eventualidades do tempo, exigem que as organizações legais lhes mantenham a ordem, utilizam-se da medicina preventiva e fazem seguro contra incêndio.
    Declaram-se fixados tão-somente nos sucessos de hoje e nas conquistas de hoje, mas, no fundo, sabem que o amanhã lhes bate à porta e preparam-se prudentemente para enfrentá-lo.
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    Apesar da opinião de quantos não nos possam compreender de pronto, continuemos em nossos objetivos e tarefas, construindo o entendimento novo para a Vida Maior.
    Sem ferir a ninguém, conquanto decididos a sustentar a verdade e a defendê-la com os recursos da lógica e do bom senso, prossigamos edificando a solidariedade humana sobre os alicerces do amor que o Cristo nos legou.
    E tanto quanto esteja ao nosso alcance, sem curiosidade preguiçosa e sem pressa enfermiça, comprovemos a imortalidade da alma, demonstrando que a consciência se patenteia responsável e ativa para lá da Terra; que a criatura em qualquer parte colhe o que semeia; que o espírito, seja ele quem for e onde estiver, vive nos reflexos das criações mentais que ele próprio alimenta e que a reencarnação é a lei através da qual somos todos conduzidos à renovação e ao progresso incessante.
    Quanto possível, trabalhemos na Causa da Humanidade que a Doutrina Espírita representa.
    Os homens encarnados de agora são nossos descendentes e nós, os desencarnados da hora que passa, seremos depois os descendentes deles, até que eles e nós nos mostremos em condições de acesso às Esferas Superiores.
    - Berço - existência - desencarnação - nascimento - constituem quatro estágios de evolução que cabem nas quatro letras da VIDA. E a VIDA, com as suas grandezas e exigências, problemas e imposições, tanto se encontra aí, quanto aqui.
Muita Paz

Missão Espírita

Missão Espírita

Livro: Mãos Unidas
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier


Ruge na Terra tormenta renovadora.
O mundo social assemelha-se a grande cidade hesitando nos fundamentos.
O colapso de valores seculares da civilização, embora exprima ansiedade pelo que é novo, lembra a destruição de antigo cais, efetuada imprudentemente, sem construções que o substituam.
A licença desafia o conceito de liberdade.
A indisciplina procura nomear-se como sendo revisão de conduta.
É a tempestade de transição englobando lutas gigantescas e necessárias.
No entrechoque das paixões e das sombras, a missão espírita há de ser equilíbrio que sane a perturbação e luz que vença as trevas.
* * *
Para isso, se trazes o coração alerta na obra criativa e restauradora, recorda que não se te pedem exibições de grandeza na ribalta da experiência.
Sê a frase calmante que diminui a aflição ou o copo de água simples que alivie o tormento da sede.
Inumeráveis são as lágrimas, não as aumentes.
Enormes são os males, não os agraves.
Problemas enxameiam em toda parte, não os compliques.
Sofrimentos abarrotam caminhos, não lhes alargues a extensão.
Conflitos obscurecem a vida, em todos os setores, não os estendas.
* * *
Muita vez, perante as dificuldades dos tempos novos, solicitas aviso e rumo do Plano Superior para o seguro desdobramento dos deveres que te cumpre desempenhar. E, sem dúvida, os poderes da Vida Maior não te recusarão esclarecimento e roteiro. Entretanto, é justo ponderar que, se esperamos pelas Forças Divinas, as Forças Divinas igualmente esperam por nós. Saibamos, conseqüentemente, prestigiá-las e acolhê-las, em nossa área de trabalho e de ideal, estimulando a sementeira da paz e fortalecendo o serviço de elevação.



Muita Paz

VIVER MELHOR


                             Viver Melhor
Livro: Respostas da Vida - 4
André Luiz & Francisco Cândido Xavier
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Todos queremos ser felizes, viver melhor.
Entretanto, ouçamos a experiência.
A felicidade não é um tapete mágico. Ela nasce do bem que você espalhe, não daqueles que se acumulam inutilmente.
Tanto isto é verdade que a alegria é a única doação que você pode fazer sem possuir nenhuma.
Você pode estar em dificuldade e suprimir muitas dificuldades dos outros.
Conquanto às vezes sem qualquer consolação, você dispõe de imensos recursos para reconfortar e reerguer os irmãos em prova ou desvalimento.
A receita de vida melhor será sempre melhorar-nos, através da melhor a que venhamos a realizar para os outros.
A vida é dom de DEUS em todos.
E quem serve só pra si não serve para os objetivos da vida, porque viver é participar, progredir, elevar, integrar-se.
Se aspiramos a viver melhor, escolhamos o lugar de servir na causa do bem de todos.
Para isso, não precisa você condicionar-se a alheios pontos de vista..
Engaje-se na filera de servidores que se lhe afine com as aptidões.
Aliste-se em qualquer serviço no bem comum.
É tão importante colaborar na higiene do seu bairro ou na construção de uma escola, quanto auxiliar a uma criança necessitada ou prestar apoio a um doente.
Procure a Paz, garantindo a Paz onde esteja.
Viva em segurança, cooperando na segurança dos outros.
Aprendamos a entregar o melhor de nós à vida que nos rodeia e a vida nos fará receber o melhor dela própria.
Seja feliz, fazendo os outros felizes.
Saia de você mesmo ao encontro dos outros, mas não resmungue, nem se queixe contra ninguém. E os outros nos farão encontrar DEUS.
Não julgue que semelhante instrução seja assunto unicamente para você que ainda se acha na Terra. Se você acredita que os chamados mortos estão em paz gratuita, engano seu, porque os mortos se quiserem paz que aprendam a sair de si mesmos e a servirem também.
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    CONHEÇA O ESPIRITISMO

     

    CONHEÇA O ESPIRITISMOPrincípios Básicos do Espiritismo

    Existência de Deus.
     
    Deus existe. É a origem e o fim de tudo. É o Criador, causa de todas as coisas. Deus é a Suprema Perfeição, com todos os atributos que a nossa imaginação possa imaginar, e muito mais. Não podemos conhecer sua natureza, porque somos imperfeitos. Como uma inteligência limitada e imperfeita como a nossa poderia abranger o conhecimento ilimitado e perfeito, que é Deus?
     
    O Que é o Espiritismo?
     
    Espiritismo é uma doutrina revelada pelos Espíritos Superiores através de médiuns, e organizada ( codificada) por um educador francês, conhecido por Allan Kardec, em 1857. Surgiu, pois, na França, há mais de um século.
    Mesmo entre as pessoas que se dizem espíritas, poucas conhecem  realmente o Espiritismo. A grande parte prefere ouvir de outros, a ler as informações em fontes seguras. E, em se tratando de Doutrina Espírita, a fonte reconhecidamente segura são as obras de Allan Kardec.
     
    Obras de Allan Kardec
     
    1º) O LIVRO DOS ESPÍRITOS ( 1857)
    2º) O LIVRO DOS MÉDIUNS ( 1861)
    3º) O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO ( 1864)
    4º) O CÉU E O INFERNO ( 1865)
    5º) A GÊNESE ( 1868)
    Existem outras obras complementares de Allan Kardec, que podem ser lidas depois. Estas são as fundamentais, as essenciais para o conhecimento espírita.
     
    Por que conhecer o Espiritismo?
     
    A maioria das pessoas, vivendo a vida atribulada de hoje, não está  interessada nos problemas fundamentais da existência. Antes se preocupa com seus negócios, com seus prazeres, com seus problemas  particulares.
    Acha que questões como “a existência de Deus” e a “a imortalidade da alma” são da competência de sacerdotes, de ministros religiosos, de filósofos  e teólogos. Quando tudo vai bem em suas vidas, estas pessoas nem se lembram de Deus e, quando lembram, é apenas para fazer uma oração, ir a igreja, como se tais atitudes fossem simples.
     
    De que trata o Espiritismo?
     
    O Espiritismo responde as questões fundamentais de nossa vida, como estas:
    - Quem é você?
    - Antes de nascer, o que você era?
    - Depois da morte, o que você será?
    - Por que você está neste mundo?
    - Por que umas pessoas sofrem mais do que as outras?
     
    O Espiritismo é a ciência
     
    Dizemos que o Espiritismo é a ciência, porque estuda, à luz da razão e dentro de critérios científicos, os fenômenos mediúnicos, isto é, fenômenos provocados  pelos espíritos e que não passam de fatos naturais .
    Não existe o sobrenatural no Espiritismo: todos os fenômenos, mesmo os mais estranhos`, tem explicação científica. São, portanto, de ordem natural.
     
    O Espiritismo é filosofia?
     
    O Espiritismo é uma filosofia porque, a partir dos fenômenos espíritas, dá uma interpretação da vida, respondendo questões como “de onde você veio”, “o que você faz no mundo”, “para onde você vai, após a morte”.
    Toda doutrina que dá uma interpretação da vida, uma concepção própria do mundo, é uma filosofia.
     
    O Espiritismo é religião?
     
    Dizemos, também, que o Espiritismo é religião, porque ele tem por fim a transformação moral do homem, retomando os ensinamentos de Jesus Cristo, para que sejam aplicados na vida diária de cada pessoa. Revive o Cristianismo na sua verdadeira expressão de amor e caridade.
     
    O sentido da religião espírita?
     
    O Espiritismo não é uma religião organizada dentro de uma estrutura clerical. Neste sentido, ele é profundamente diferente das religiões tradicionais. Não tem sacerdotes, nem chefes religiosos. Não tem templos suntuoso. Não adota cerimônias de espécies alguma, como batismos, crismas, casamentos, etc. Não tem rituais, nem velas, nem vestes especiais, nem qualquer simbologia. Não adota ornamentação para cultos, nem gestos de reverência, nem sinais cabalísticos, nem benzimentos, nem talismãs, nem defumadores, nem cânticos cerimoniosos ( ladainhas, danças ritualísticas).
     
    Comunidade dos Espíritos
     
    Os Espíritos são seres humanos desencarnados. Eles são o que eram quando vivos: bons ou maus, sérios ou brincalhões, trabalhadores ou preguiçosos, cultos ou medíocres, sinceros ou mentirosos.
    Eles são por toda parte. Não estão ociosos. Pelo contrário, eles têm as suas ocupações, como nós, os encarnados, temos as nossas.
    Não há lugar determinado para os espíritos. Geralmente os mais imperfeitos estão junto de nós, por causa de nossas imperfeições. Não os vemos, por que se encontram numa dimensão diferente da nossa, mas eles podem ver-nos e até conhecer nossos pensamentos.
    Os Espíritos agem sobre nós, mas essa ação é quase que restrita ao pensamento, por que eles não conseguem agir diretamente sobre a matéria.
    para isso, eles precisam de pessoas que lhes ofereça recursos especiais: essas pessoas são chamadas médiuns.
    Texto extraído das obras de Allan Kardec

    Sexta-feira, Janeiro 08, 2010

    Divulgação Espírita



      Assim como o sedento procura as águas da fonte para saciar-se, a divulgação do Espiritismo acontece naturalmente.
      Em Doutrina Espírita, ninguém necessita preocupar-se em propagá-la, ao ponto de promover o chamado "proselitismo de arrastamento", muito comum em certas religiões que desejam impor-se pelo número de seus adeptos.
      A propaganda espírita é feita principalmente através do exemplo dos que lhe abraçaram os princípios.
      Sem dúvida, não se deve deixar "a candeia sob o alqueire", conforme recomendação do próprio Cristo, no entanto não há que se preocupar em espalhar a luz da Verdade além dos limites do bom senso, evitando-se, a todo custo, uma reação de antipatia por parte daqueles que não pensam como nós.
      Os Espíritos são mais eficientes na tarefa da divulgação do que os homens que se ocupam de semelhante mister, de vez que, em toda parte, se utilizam de instrumentos mediúnicos na produção do fenômeno que atrai a atenção das pessoas para os assuntos relacionados com a Vida Espiritual.
      Se os espíritas se dispuserem a estudar e a explicar a Doutrina em suas reuniões, tornando o livro e a mensagem espírita acessíveis ao grande público, já estarão cumprindo com a sua parte, sem necessidade alguma de disputar almas nas esquinas com os profitentes de outros credos.
      Com pouco mais de um século, o Espiritismo tem feito progressos admiráveis, justamente por não sustentar qualquer tipo de pretensão, respeitando a fé de todos.
      Kardec, na humildade que o caracterizava, chegou mesmo a declarar que o Espiritismo era o "mais poderoso auxiliar" das religiões em sua luta contra o materialismo.
      Silenciosamente, os grupos espíritas vão-se multiplicando e a idéia espírita vai-se ramificando em todos os caminhos, produzindo os frutos sazonados do amor e da paz.
      Jesus, com um grupo de doze companheiros, trouxe o Evangelho ao mundo; Kardec, com uma reduzida equipe de cooperadores encarnados, fez com que o Espiritismo se espalhasse sobre a Terra...
      É interessante observar-se que, no caso do Brasil, por exemplo, antes que a mensagem espírita aqui chegasse, através dos primeiros núcleos na Bahia, a Espiritualidade já havia preparado o terreno, tornando-o fértil ao desenvolvimento das sementes da Terceira Revelação.
      É que o trabalho dos Espíritos Superiores sempre se antecipa ao dos homens.
      Por isto, a Doutrina Espírita não tem necessidade de oferecer-se como se fosse um artigo de mercado...
      Quando famintas, as pessoas haverão de procurá-la, porquanto pressentem nela a expressão da Verdade, que não carece de violentar consciências.
      O que é bom divulga-se por si mesmo.
      Realizemos simpósios e congressos, veiculemos o jornal e o livro, mas evitemos contender, disputar ou polemizar entre nós mesmos e, muito mais, entre aqueles que estimam discutir como se religião fosse uma paixão clubística.
      Não nos preocupemos em convencer.
      Onde falham as palavras, o exemplo é o melhor argumento.

      Livro: Seara de Luz
      Irmão José & Carlos Baccelli

     

    Quinta-feira, Abril 24, 2008

    Lei do Amor


    O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra -amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.
    O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas deslumbradas o seu património intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.
    Disse eu que em seus começos o homem só instintos possuía. Mais próximo, portanto, ainda se acha do ponto de partida, do que da meta, aquele em quem predominam os instintos. A fim de avançar para a meta, tem a criatura que vencer os instintos, em proveito dos sentimentos, isto é, que aperfeiçoar estes últimos, sufocando os germes latentes da matéria. Os instintos são a germinação e os embriões do sentimento; trazem consigo o progresso, como a glande encerra em si o carvalho, e os seres menos adiantados são os que, emergindo pouco a pouco de suas crisálidas, se conservam escravizados aos instintos. O Espírito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza futura depende do labor actual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a elevação gloriosa. E então que, compreendendo a lei de amor que liga todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das alegrias celestes. - Lázaro. (Paris, 1862.)
    * * *
    Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo.

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